quarta-feira, 29 de março de 2017
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
“Direito a morrer com dignidade” ou “direito a viver com dignidade?”
É completamente absurdo que certos
políticos se preocupem tanto com a morte quando se deviam preocupar mais e
principalmente com a vida. O que é mais importante: morrer com dignidade ou viver
com dignidade? Se as pessoas tiverem uma vida com dignidade não terão também
uma morte com dignidade? Porque é que certos políticos se preocupam com a
dignidade só quando a luz se apaga e não enquanto a luz se mantém acesa? Morrer
com receita médica dá mais dignidade à morte?
Num país dominado pela austeridade
em que muita gente passa fome, está desempregada, é vítima de várias formas de
corrupção e de injustiças, sobrevive escravizada sob uma pesada carga de
impostos, etc., que urgência há em falar e discutir a morte? Não se devia dar prioridade
a encontrar soluções para os enormes problemas que transformam a vida dos portugueses
num inferno, todos os dias? Se a vida é inviolável, e está escrito na
Constituição, que sentido faz discutir a despenalização da morte, como
eutanásia? Toda a gente sabe que tudo tem remédio menos a morte mas há certos
políticos que, não tendo competência para dar uma vida digna a todos os
portugueses, a única coisa que lhe oferecem é a morte. A morte é como um
remédio para todos os males: Dói-te a cabeça? “Morre”! Estás desempregado e sem
esperança na vida? “Morre”! Estás deprimido? “Morre”!
Toda a gente se lembra de um piloto
suicida que se fechou no cockpit e matou dezenas de pessoas ao despenhar,
intencionalmente, o avião contra as montanhas. Quando vejo certos políticos,
que nos governam, a discutir a morte para despenalizar a eutanásia parece-me que
quem temos ao leme não está no seu perfeito juízo e não tem competência para
levar toda a gente a bom porto.
Como é possível que certos partidos
criminalizem a morte de animais mas queiram despenalizar a morte das pessoas? Sim,
hoje não se pode matar um cão, um gato ou um touro mas tolera-se facilmente
despenalizar a morte das pessoas. Como é possível que certos políticos se
preocupem com projectos de lei sobre a despenalização da eutanásia mas não
pensam em apresentar projectos de lei que dêem mais qualidade de vida e
dignidade a todos os portugueses?
Os políticos que aceitam e defendem a
eutanásia são os mesmos que já propuseram e legalizaram o aborto. Políticos destes
que facilitam todas as formas de tirar a vida às pessoas desvalorizam
completamente a vida humana, manifestam uma enorme fraqueza perante as
dificuldades da vida e levam-nos a concluir que perante governantes desta
natureza a vida está completamente desprotegida, ameaçada e precarizada: o nascimento
é ameaçado pelo aborto, mas se alguém escapar a esta ameaça e se se vir
confrontado com uma doença considerada incurável, o governo oferece facilmente
a receita da morte. A vida deixará de fazer qualquer sentido. De facto, já não
vale a pena nascer.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Guerra total contra o IMI 6
Violência e criminalidade
Afinal já regressámos à selva. Os
casos de forte violência doméstica no início deste novo ano de 2017, as tentativas
de homicídio, a violência na adolescência por causa dos namoricos e outros
motivos, os assaltos violentos e a sinistralidade rodoviária, etc. criam um
cenário de que o país em que vivemos parece uma autêntica selva. A violência
fiscal, os pesados impostos tal como as elevadíssimas taxas de IMI são outro
tipo de fortes agressões que nos obrigam a voltar à selva e às cavernas. Temos
que fazer uma guerra total contra o IMI antes que o IMI acabe connosco.
Se somos animais por que razão nos
havemos de ofender quando a concertação social é comparada com uma feira de
gado?
Na realidade, somos uma espécie de
rebanho a nível nacional e os políticos são os “pastores”. Se os pastores forem
incompetentes quem sofre é o rebanho. Se num rebanho houver ovelhas ou cabras
maltratadas, magras, doentes, coxas, com feridas, etc. diremos que o pastor não
escolhe bons pastos, leva o rebanho para sítios perigosos, não sabe proteger o
rebanho dos predadores, não previne as doenças, deixa o rebanho ao abandono,
etc. o mesmo poderemos concluir em relação aos políticos que exercem a função
de pastores: por que razão existe tanta violência doméstica, tanta violência
juvenil, tantos assaltos a residências e a lojas, tanta sinistralidade
rodoviária e laboral e tanta insegurança? Porque é que as pessoas andam tão
intranquilas, tão ansiosas e tão descontentes? Os pastores (políticos) não
terão culpa nenhuma?
Se, normalmente, os pais educam os
filhos a evitar comportamentos de risco, a serem cautelosos com as companhias,
a terem cuidado com os locais que frequentam, etc. que dizer daqueles políticos
que aprovam todo o tipo de leis fracturantes (que fracturam a sério), que
promovem a facilidade nos relacionamentos sexuais, na chamada educação sexual, com
base em princípios e valores muito discutíveis e muitas vezes contrários à
educação recebida em casa? Quando um pastor (político) promove comportamentos
de risco desde a infância, na escola, alguém se admira da selvajaria social, da
violência, etc. dentro do “rebanho”? “Quem semeia ventos colhe tempestades”!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Funeral de Mário Soares
A dimensão exagerada do funeral e as
honras de Estado prestadas a um cidadão que deveria ser considerado um igual
entre os demais, num regime verdadeiramente democrático, configura um cenário
do culto da personalidade característico de um grande líder, um grande ditador
a fazer lembrar o nazismo e o fascismo ou o grande líder da Coreia do Norte. Não
nego certas qualidades e um carisma para a política. Mas, afinal que qualidades
extraordinárias lhe merecem tão grande honra se se aproveitou dos cofres cheios
deixados por Salazar, chamou os amigos e banqueteou-se, deixando o país na
bancarrota? Qualquer um faria boa figura distribuindo benesses que os outros cá
deixaram. Que liberdade temos hoje se estamos escravizados pelos impostos, a
juventude é forçada a emigrar se quer concretizar os seus projectos de vida,
pagamos pesadas taxas de IMI que nos tiram todo o direito a viver na nossa
própria terra, como cidadãos de pleno direito, pagamos impostos de circulação e
portagens em SCUTS que deveriam ser de graça que nos impedem de viajar
livremente pelo país?
Morreram emigrantes a caminho da Suíça.
Estes portugueses não deveriam ter as mesmas honras de Estado? Por que razão
estes portugueses foram procurar trabalho fora de Portugal?
Morreu um grande homem e médico, o
Dr. Daniel Serrão. Por que razão este grande português não teve o direito às
mesmas honras de Estado, um grande cientista, um especialista em ética médica e
deontológica, um homem de valor muito superior a Mário Soares?
Publico pela primeira vez algumas
quadras que escrevi aquando da campanha eleitoral às presidenciais de 2005 em
que Mário Soares se candidatou mais uma vez.
Há um certo troca-tintas
Homem, já de certa idade,
Que já devia ter juízo,
Mas só diz barbaridade.
Este grande troca-tintas
Diz que prega a liberdade
Mas só gosta da confusão,
Nunca diz uma verdade.
Diz-se jovem, que faz fintas,
Que traz o bem para a cidade,
Mas nem sabe que o povo humilde
Vive em grande calamidade.
Dizia, em tempo já ido,
Quando inda era novato,
Que não devia ter partido
Para ser bom candidato.
Agora diz o contrário,
O povo já não o entende,
Com este novo formulário,
Enganar, é o que pretende.
Diz o povo e com razão:
“Quem muito fala pouco acerta”,
Mas ele não sabe o refrão,
Anda sempre de boca aberta!
Diz o povo noutro ditado:
“Ou entra mosca ou sai asneira”
Nunca se viu engasgado,
Pois foi forte e foi grosseira.
Diz que tem muita cultura,
Mas é um homem sem fé.
Sem a Luz que vem da Altura,
Nunca sabe o que a vida é.
Sempre foi cana agitada
Ao sabor da circunstância;
Mas fingiu muito empenhada
A sua falsa militância.
Nunca disse ideia nova,
Mas só ataque pessoal.
A forte injúria só prova
O quanto ele nada vale!
Diz só o que lhe convém,
É um grande oportunista.
Promete ouro, mas dá vintém,
Quer o povo miserabilista.
Diz que quer a liberdade,
Mas é um grande ditador:
O único dono da verdade,
Que o oposto não tem valor.
Logo após a Revolução
Fez parelha com Cunhal
Mas o povo disse que não
E logo trocou de avental.
Fez fortuna, velho jarreta
Por ser um vira casacas;
Promete muito mas é forreta,
E está cheio de patacas.
Quando chefe do governo
Foi ao Fundo Monetário
Para se sair do inferno
Do poder liquidatário.
Tirou muito valor ao escudo
Deu ao povo, só, ilusões
De ganhar mais que tudo
De entre todas as nações.
Mandou vir os retornados
Só com a roupa p’ra vestir;
Deixou-os abandonados,
Pô-los por aí a pedir.
É um simples ser vulgar,
Diz que vem só para ouvir;
Se não se põe a escutar,
Nunca se sabe decidir.
Com um sonoro refrão
Prometeu ser sempre fixe;
Mas, afinal, o cabrão
Só quer que o povo se lixe.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Guerra total contra o IMI 5
A crise dos bancos
Não queremos voltar às cavernas. Não
queremos voltar à selva. Mas hoje, o sistema bancário e a economia, em geral,
são uma autêntica selva.
Na realidade, um banco é como um
grande celeiro de milho onde se fazem pequenos e grandes depósitos das
colheitas dos seus associados ou dos seus clientes. Todo o milho acumulado
representa o trabalho de muitos dias, meses ou anos desde a lavoura, à
sementeira, à rega, até à colheita. A semente não fica ali, parada. Uma parte é
transformada em pão que dá sustento à vida, outra parte será lançada à terra
para novas colheitas. Quando o valor da colheita supera as despesas haverá
superavit, caso contrário o agricultor não ganhou nada com o trabalho de uma
época.
O problema dos bancos, a falência e
a sua falta de liquidez deve-se ao facto de que o celeiro está quase sempre
vazio. Hoje, a economia não reflecte a verdadeira realidade económica das
sociedades. A grande capacidade de produzir riqueza não corresponde a grandes
colheitas capazes de matar a fome a toda a gente. Os celeiros dos bancos são
muitas vezes desviados para offshore, para bolsas onde se consome
desonestamente o milho produzido nas economias reais. Vivemos numa economia
especulativa que manipula e adultera as regras e os direitos de quem realmente
detém e usufrui dos proveitos, na hora da colheita.
Muitas vezes, numa economia em
recessão, o milho dos celeiros dos bancos é semeado em terra estéril. A semente
morre e depois o povo é que tem que capitalizar esses celeiros vazios porque a
semente não produziu riqueza. Não há gestores que façam milagres quando a
semente morre na terra estéril, na corrupção e na vilanagem.
Hoje é preciso que os políticos e os
gestores bancários aprendam as técnicas fundamentais da agricultura para que a
semente depositada nos celeiros dos bancos produza e dê colheitas abundantes.
Só assim poderemos acabar com a crise dos bancos e deixar de sacrificar o povo
com resgates multimilionários e impostos injustos e absurdos.
É também por isso que temos que
fazer uma guerra total ao IMI. Temos o direito de viver na nossa própria terra.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Guerra total ao IMI 4
Não ao aumento dos combustíveis
Não queremos voltar à selva. Não queremos
voltar às cavernas. Estamos a 4 de Janeiro de 2017 e a austeridade ainda não
acabou apesar de este governo ter prometido virar a página da austeridade e não
aumentar mais os impostos. O governo mentiu e o povo não reclama? Não podemos
tolerar esta enorme burla.
Os combustíveis têm sofrido aumentos
pela quinta semana consecutiva. É intolerável. Temos que exigir
responsabilidades a quem governa. Temos que admitir que quem promete sabe o que
faz e o que pode vir a fazer no futuro quando os problemas surgirem.
Temos que fazer guerra contra todas
as formas de injustiça e contra ao IMI. Temos o direito a viver na nossa
própria terra.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Guerra total ao IMI 3
A injustiça do agravamento da
idade da reforma
Estamos a regredir. Estamos a
regressar ao tempo da escravatura em que o ser humano tinha que trabalhar a
vida inteira para sobreviver. Este governo prometeu acabar com a austeridade
mas decidiu aumentar a idade da reforma para agravar ainda mais a qualidade de
vida dos portugueses. É uma grande injustiça. A classe política continua a
usufruir de grandes privilégios, injustificadamente, como na época dos servos
da gleba.
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