terça-feira, 22 de julho de 2014

Democracia pervertida II

A cultura da Revolução II
A natureza é mestra. O ser humano é mesquinho, ingénuo e ignorante se pensa que pode vencer as leis da natureza e impor a sua vontade com o poder da tecnologia e da ciência. Apesar disto tudo, o bicho homem está em crise porque julga que pode desejar e ter sol na eira e chuva no nabal.

Tirar o sustento da terra é um desafio que todos os políticos deviam fazer antes de se sentarem na cadeira do poder. Aqui está um estágio que devia ser obrigatório para toda a classe política. Se fosse assim nunca haveria crises.

A natureza dá lições que se aprendem no duro confronto com a terra. Tal como o ferro só se pode trabalhar quando está em brasa, assim o homem só aprende, verdadeiramente, quando destila suor resistindo às forças da natureza. É o que faz falta à toda a classe política deste país e da europa.


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Democracia pervertida

A cultura da Revolução 1

Os arautos da democracia perverteram-se ou nunca foram sérios e honestos. Hoje, mais do que nunca, é preciso uma nova sementeira. A política é uma selva cheia de oportunistas que só dão a cara, quando lhes convém, para assegurar a perpetuação da exploração, do engano e da mentira em nome da defesa dos pobres e dos oprimidos. Acusam sempre os outros, porque “nós é que somos bons”. Em nome do combate à exploração e à escravidão pelo grande capital, pelos monopólios e pelos latifundiários, transformaram-se eles próprios, em privilegiados do regime, intocados e intocáveis que mantêm o povo submisso, na miséria e na fome.



domingo, 16 de março de 2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Agora, já cá fazem falta os capitalistas?!


O governo anunciou, há já algum tempo, a criação de vistos gold, ou seja, autorizações de residência em Portugal que tragam ouro. O povo já se esqueceu das palavras de ordem espalhadas a sete ventos neste pobre país? “Abaixo o capitalismo”, “Fora com o patronato reacionário”, “Abaixo os monopólios”, “Fim ao imperialismo”, etc.

Os políticos que têm governado Portugal, desde 1974, regularam-se todos, uns mais do que outros, por cartilhas deste jaez. A classe política expulsou deste país os capitalistas que criavam emprego, que dinamizavam a economia, que pagavam a tempo e horas, que tinham amor à pátria e a defendiam com unhas e dentes. Destruíram o país e levaram-no à ruína, acabando com as grandes empresas e puseram o povo na miséria. Obrigaram os portugueses a emigrar, escorraçaram-nos e agora abrem a portas aos grandes capitalistas estrangeiros, sem saber quem são, a desconhecidos, de quem não se conhece a origem da fortuna, a quem estendem a passadeira vermelha desde que tragam notas, muitas notas, com promessas de criarem uns empregozitos a quem vendem o país ao desbarato, a quem vendem as nossas casas, as nossas fábricas, os nossos terrenos, o nosso ar, o nosso sol, as nossas estrelas e os nossos sonhos, enquanto os filhos deste país, os que cá nasceram, os que cá cresceram, os que cá estudaram e os que cá criaram raízes foram obrigados a sair, a fugir e a partir como proscritos, para procurar trabalho no vazio, no desconhecido, na incerteza e no perigo, a viver longe do berço, da família e dos amigos. Agora já cá fazem falta os capitalistas?! Os nossos eram maus, mas os desconhecidos, não. Esses são bons!

Onde estão as grandes empresas que criavam riqueza em Portugal há quarenta anos? Onde estão aquelas empresas que davam trabalho a milhares de operários que enchiam os comboios da região de Lisboa e do Porto e de todo o litoral português, das grandes indústrias da construção naval, da indústria vidreira, da metalomecânica, do vestuário, do calçado, dos transportes em geral e do sector automóvel? Onde estão as indústrias do famoso Vale do Ave, de Braga, de Guimarães, de Viana do Castelo? Onde estão as empresas da região de Coimbra até ao Porto? Onde estão as empresas da região de Leiria, da Marinha Grande e de todo o Oeste? Onde estão as centenas de pequenas empresas que existiam um pouco por todo o país, nas pequenas vilas e aldeias e que davam trabalho a milhares de pessoas, que tinham emprego ao pé da porta?
Onde estão os responsáveis pela destruição de vidas, de sonhos e do futuro deste país?

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Manifestação na ponte Salazar



É curioso e até um pouco estranho que o sindicato dos comunistas portugueses, a CGTP, teime em fazer uma manifestação na ponte Salazar, entretanto usurpada, ilegitimamente, depois de 1974 e rebaptizada de ponte 25 de Abril. Toda a gente, de bom senso, sabe que não é aconselhável uma manifestação naquele sítio e que uma manifestação política não é a mesma coisa que uma corrida de atletismo ou uma procissão religiosa. Os participantes não são seleccionados como numa corrida e a fé dos “crentes” pode manifestar-se de forma imprevista e violenta. Gritar por gritar, pode fazer-se em qualquer sítio, mas em cima de uma ponte, mais depressa as palavras serão levadas pelo vento e não chegarão com a mesma eficácia aos verdadeiros destinatários. Gritar de cima de uma ponte não terá o mesmo efeito que gritar aos ouvidos do governo, ali bem junto do Terreiro do Paço ou em S. Bento. E teimar que seja em cima de uma ponte já mais parece uma birra de criança ou de adolescente mal amada que anseia por um “fait divers” e nada mais. Usar hoje o slogan “Pontes por Abril” já soa mais a saudosismo nostálgico sem repercussões, sem eficácia e sem resposta aos problemas reais dos portugueses que cada vez mais passam fome.

Com esta enorme teimosia, esta certeza e garantia de que não haverá problemas de segurança, em cima da primeira ponte sobre o Tejo, em Lisboa, talvez o dirigente sindical pense numa manifestação da maioria silenciosa, à maneira do 28 de Setembro, para comemorar uma data, já um pouco retardada, e a figura do general Spínola com as suas ideias de “Portugal e o Futuro”.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A crise e a recessão: o estado de rapina nacional


Contra os ladrões, marchar, marchar!
Com o corte nas pensões de sobrevivência o Estado português dá uma enorme machadada nas condições de vida dos portugueses mais idosos, os reformados, os mais frágeis e indefesos, aqueles que já perderam o poder de reivindicar e reclamar seja o que for, porque já não podem fazer greves e muitos nem sequer se podem manifestar, porque estão acamados ou retidos em casa. Há quem se lamente, que grite indignado porque o governo quer acabar com o Estado social, mas a verdade é que já nem há estado social, nem sequer Estado. Já não há Estado, só o estado a que isto chegou, ao estado de miséria e de morte. Vivemos num verdadeiro estado de calamidade pública, um autêntico estado de sítio, sem garantias, sem protecção e sem direitos a não ser o direito a ser roubado e a ser explorado por parte da classe dirigente e seus acólitos que, sem limites, confiscam diariamente o produto do suor de cada cidadão deixando-o na penúria e na indigência. A rapina passou os limites da decência, uma rapina oficializada pelos órgãos do poder, ao mais alto nível, que prometeram a liberdade, o progressismo e a prosperidade num “El dourado” garantido.

Se neste país sem rumo, sem emprego, sem esperança e sem futuro, a única indústria próspera ainda era a dos velhos e dos reformados que têm dado algum trabalho aos lares, aos médicos, enfermeiros e a outro pessoal auxiliar, com estes cortes criminosos nas pensões de sobrevivência, nas reformas e em tudo o resto em que o governo cheira que pode cortar, as medidas de extermínio da espécie lusa estão concluídas. Se os ambientalistas se preocupam muito com as espécies em vias de extinção deviam olhar mais para a espécie “homo lusitanus” que tem ocupado esta pequena faixa de terra na ibéria, a antiga Lusitânia, porque se nada for feito, dentro de pouco tempo, só restarão os abutres, uns e outros, mas uns mais do que outros.
Se um membro do governo se queixa de que está a ser alvo de um “assassinato político” muito pior faz o governo ao povo e ao país, porque o está a assassinar, realmente, de facto, e não apenas de forma simbólica. Que gravidade tem o assassinato de um político parasita e incompetente comparado com o mal que o governo está a fazer ao país? Um assassinato político como este, não seria, claramente, um enorme benefício e não seria um benefício no mais elevado grau, no superlativo absoluto sintético, se todo o governo fosse assassinado, politicamente? Seria um enorme benefício, um benefício tal, que seria como se saísse o euro milhões a cada português. Aliás, as asneiras, os erros e a incompetência destes políticos atingem tal amplitude que o próprio governo se suicida, politicamente, todos os dias. O pior é que o país morre de verdade e não apenas neste ou naquele atributo ou função.
Temos que gritar, de novo: contra os ladrões, marchar, marchar!!!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Incêndios


Uma vergonha nacional, todos os anos

Todos os anos se repete a mesma catástrofe de incêndios e o governo não tem capacidade e/ou vontade para inverter esta situação. É incrível. Todos os anos ardem dezenas e dezenas de hectares de floresta que demoram anos e anos a recuperar e são um enorme prejuízo económico e ambiental. Ninguém faz ideia de qual é a diminuição da produção de oxigénio quando todas estas árvores se transformam em cinza. Ninguém faz ideia do impacto produzido na diminuição da humidade na atmosfera e quanto tudo isto contribui para que as áreas afectadas se tornem cada vez mais áridas porque quanto menos vegetação existir mais lenta e mais difícil se torna a capacidade de um ecossistema sobreviver. Dizemos ou ouvimos dizer muitas vezes que somos pobres e que não temos recursos, mas quando arde a natureza, assim de forma radical, ouvimos as mesmas vozes dizer que os prejuízos foram de milhares ou milhões de euros. Afinal, temos alguns recursos que é preciso preservar e que têm muito valor.

É preciso que fique bem claro que a floresta não arde se não lhe deitarem o fogo. Não é normal haver tantos incêndios de norte a sul do país só porque está calor. São às centenas num só dia. Isto não é normal. É preciso reforçar esta ideia. Os políticos, em geral, o governo e todos os comentadores de televisão querem fazer passar a ideia de que os fogos aparecem só porque as temperaturas estão muito elevadas, porque há alertas amarelos ou laranjas com enorme risco de incêndio ou porque as matas não estão limpas e o Estado não dá o exemplo. É preciso dizer a estes senhores, que estão mais habituados a pisar a calçada e o alcatrão das cidades e onde é mais fácil pisar dejectos de cão do que verem algumas ervas a crescer, que as árvores e as matas nas montanhas não ardem se não for lá alguém deitar o fogo. Se as ervas e as matas ardessem só porque há calor, todo o país seria pasto das chamas desde Bragança até Faro porque o calor, em certos dias, é intenso em todo o território.

Há muitos incêndios que começam de madrugada e em locais de difícil acesso. É preciso que fique bem claro que não começam de forma natural e espontânea. Muitos outros incêndios acontecem na Primavera ou no Inverno quando há mais calor, estando, muitas vezes, as florestas ainda húmidas. Como é que nestas circunstâncias pode surgir um incêndio sem ser provocado? Lembro-me de uma situação noticiada em que os carros dos bombeiros ficaram atolados na lama depois de terem acudido a um incêndio, porque os campos ainda estavam encharcados. Como é que o incêndio pode ter surgido naturalmente?

É preciso que fique bem claro que os incêndios aparecem porque há quem esteja interessado neles, porque haverá alguém que ganha dinheiro com eles. Só muito excepcionalmente, uma trovoada seca ou outro fenómeno anormal poderá provocar um incêndio, mas o clima mediterrânico não é propício a estes fenómenos como acontece noutras regiões do globo. O governo não pode continuar a enganar o país e dar a entender que isto é tudo natural e inevitável. É preciso ter uma vontade forte e uma grande determinação para agir e acabar com esta pouca vergonha. Quando é que podemos passar o Verão sem notícias de incêndios ou apenas um ou dois que tenha ocorrido por descuido?

Talvez me digam que, se os grandes interesses que estão por detrás dos incêndios forem grandes figuras públicas da política, da economia ou outros, a justiça não fará nada e deixará prescrever os processos. Se isso for verdade é preciso reformar radicalmente a justiça e ter a coragem de condenar seja quem for, porque o que acontece todos os anos à floresta portuguesa e à vida de muitos portugueses é inaceitável e profundamente condenável. Não acredito que não haja meios técnicos ou científicos, inteligência e capacidade de investigação que permita identificar e punir quem destrói o país todos os anos com o fogo. Ou será que temos uma justiça da idade da Pedra e políticos totalmente inaptos, criminosos e corruptos? Que autoridade tem um político na cadeira do poder perante um país de cinza e de miséria sem capacidade de acabar com esta enorme criminalidade?