sábado, 27 de setembro de 2014

PS: a política do sistema – a ditadura partidária



Os candidatos à liderança do PS caracterizam-se claramente desta forma:
Costa é o político do sistema, da manutenção dos privilégios e das mordomias dos grandes senhores que se apoderaram do poder com base em promessas de bem estar, de progresso e de liberdade que não passam, na prática de puras ilusões porque nada muda na vida do cidadão comum. As diferenças e as desigualdades mantêm-se e aprofundam-se cada vez mais. Costa é o representante dos políticos do sistema que combate os lobbies, os monopólios, os capitalistas exploradores mas, na prática vivem e alimentam-se desses grandes grupos económicos com os quais estabelecem fortes relações de promiscuidade encapotada. Basta ver quantos ex-dirigentes políticos passaram a exercer as funções de grandes gestores de empresas com as quais, antes fizeram grandes contratos com o Estado e os apoiaram nas suas campanhas eleitorais. Costa é o defensor do político que fala em nome do partido, do grupo, do colectivo, da massa anónima, da grande agitação de bandeiras em plateias coloridas para dar a impressão de que é o mais competente e o mais querido. É o símbolo da política dos casos e dos escândalos que nunca são resolvidos, sobre os quais se levantam inquéritos que nunca concluem nada porque nunca se encontram culpados, porque os culpados não têm rosto, são o partido, as massas, o colectivo, a maralha. Costa é a imagem do filho mais velho, obediente, que sempre foi o privilegiado da família, que foi sempre o motorista do chefe que cada vez mais sente a revolta popular a desmoronar o império com pés de barro.
Seguro é o filho mais novo, ferido no seu orgulho, que reclama o direito a conduzir o velho carro do pai porque já tem carta de condução e nunca pegou no carro nem sequer para sair à noite.
Reclama e exige fidelidade num partido onde reina o oportunismo e o jogo do poder em nome da falsidade e da promessa fácil.
Seguro defende os mesmos princípios do mesmo partido que esconde a verdade, que acusou o adversário de traição mas não o acusou de ser conivente com as políticas de desastre financeiro que colocaram o país na bancarrota, quando todos puseram o rabinho entre as pernas e o seu chefe de então, vencido, foi estudar para Paris.
Costa e Seguro pertencem ao mesmo partido que é o paradigma da ditadura partidária que põe os interesses do partido à frente dos interesses do povo, que se preocupa mais em financiar as actividades partidárias do que matar a fome aos pobres e desempregados. Ambos defendem um partido cujos valores mais altos são o partido, cujo objectivo é sustentar os seus correligionários e pôr o país ao serviço do partido.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Primárias? – Secundárias! Secundaríssimas!



A alegada declaração de Margarete Thatcher de que “O Socialismo acaba quando se acabar o dinheiro no bolso dos outros” assenta que nem uma luva na realidade política e económica portuguesa da actualidade, fortemente marcada pelas políticas socialistas.

O Partido Socialista está à deriva como um barco sem rumo, no meio do mar. O barco socialista só funciona quando se pode abastecer no cais do capitalismo produtivo, do trabalho sério e honesto, do humanismo moral, da ordem, do rigor e da justiça. O barco socialista, que em tempos foi um navio cheio de gente é agora uma carcaça velha, rota, sem combustível, onde só os ratos aproveitam os restos das reservas acumuladas em tempo de prosperidade consumista.

Que novidades podem trazer estes dois supostos candidatos a governar um país? Ninguém percebe que o país está a morrer, que a natalidade está num nível mais baixo das últimas décadas e que a corrupção mina a estrutura social e económica, que a justiça deixa passar os casos mais graves que afectam as finanças públicas, etc.

Que salvação podem trazer estas duas personagens ingénuas que se digladiam pelo poder, que fazem promessas, que se afirmam um melhor do que o outro, se foi o seu próprio partido que destruiu o país, facto que agora atribuem ao actual governo? (Fique bem claro que eu não apoio este ou o anterior governo) Agem como se o povo tivesse memória curta e muitas vezes tem. Porque é que o PS perdeu as eleições depois da queda de José Sócrates? Porque é que estamos cheios de dívidas até aos cabelos? Porque é que a natalidade desceu aos níveis mais baixos de sempre? Porque é que António Costa não apareceu depois de Sócrates cair? O que vale uma promessa na boca de um socialista? O outro prometeu 150 mil empregos, progressismo, desenvolvimento da economia com a construção de estradas e autoestradas e vias rápidas, construção e requalificação de escolas, etc. Qual foi o resultado? Desemprego, encerramento de empresas, despedimentos, pobreza, aumento da emigração, introdução de portagens nas SCUTS, autoestradas às moscas, encerramento de milhares de escolas, aumento de impostos, encerramento de hospitais e Centros de Saúde, de postos da GNR e PSP, dos tribunais, etc.

A ingenuidade destes políticos é tal (não defendo Costa nem Seguro) que julgam que basta exigir o que está escrito na Constituição para que tudo corra às mil maravilhas. É como prometer que nos seus governos bastará lançar um decreto para que haja sol na eira e chuva no nabal e por isso as pensões serão repostas, não haverá aumento de impostos, etc.

Chamam-lhes eleições primárias, mas deveriam chamar-lhes secundárias ou melhor, secundaríssimas. Ninguém espere nada de bom para o futuro deste país do partido Socialista. Já nos levou à ruina e por isso os partidos socialistas estão a desaparecer da face da terra.

Há um aspecto de que ninguém fala. Esse sim parece-me, primariamente, escandaloso. Se qualquer cidadão faz contas, quando precisa de fazer uma viagem um pouco mais longa, às despesas de portagens, combustível, alimentação, etc. Quanto dinheiro terá gasto o Partido Socialista desde que foram anunciadas estas eleições internas? Quantos quilómetros foram percorridos por estes dois candidatos? Quem é que paga todas estas despesas? Que dirão os pobres deste país, os desempregados, os reformados, pensionistas e as crianças que passam fome, do dinheiro esbanjado ao longo deste tempo de campanha, para depois dar tudo em nada?

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Sobre a lista de pedófilos

Hoje os noticiários referiram a hipótese de poderem ser publicadas listas de pedófilos (Pais podem vir a ter acesso a registo de condenados por pedofilia que já cumpriram pena) e a ministra da justiça defende esta ideia.

Isto parece-me uma ideia estúpida: se vivemos numa sociedade civil organizada em que os poderes se dividem segundo as suas funções – o legislativo, o executivo e o judicial – e se o Estado deve garantir a segurança de todos os cidadãos, aplicar a justiça e manter a ordem pública, esta medida dá a entender que o Estado se demite das suas funções e permite que os cidadãos tenham acesso à vida privada de certos cidadãos considerados criminosos para que se acautelem do mal que possam fazer ou que possam eventualmente estar prevenidos para fazer justiça pelas próprias mãos.

Uma decisão deste género – publicar uma lista de cidadãos já condenados por crimes sexuais – poderia estender-se a todo o tipo de crimes. Porque é que só se publicam os nomes dos predadores sexuais? Por que não, também os nomes dos ladrões que são em maior número, dos assassinos, dos traidores à pátria, dos falsários, dos mentirosos, etc.? E aqui teríamos uma enorme lista de políticos que já estiveram no activo e de outros tantos ou mais que ainda continuam a ocupar as cadeiras do poder.
Medidas deste género só revelam uma enorme decadência da democracia e do Estado em geral.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Democracia pervertida II

A cultura da Revolução II
A natureza é mestra. O ser humano é mesquinho, ingénuo e ignorante se pensa que pode vencer as leis da natureza e impor a sua vontade com o poder da tecnologia e da ciência. Apesar disto tudo, o bicho homem está em crise porque julga que pode desejar e ter sol na eira e chuva no nabal.

Tirar o sustento da terra é um desafio que todos os políticos deviam fazer antes de se sentarem na cadeira do poder. Aqui está um estágio que devia ser obrigatório para toda a classe política. Se fosse assim nunca haveria crises.

A natureza dá lições que se aprendem no duro confronto com a terra. Tal como o ferro só se pode trabalhar quando está em brasa, assim o homem só aprende, verdadeiramente, quando destila suor resistindo às forças da natureza. É o que faz falta à toda a classe política deste país e da europa.


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Democracia pervertida

A cultura da Revolução 1

Os arautos da democracia perverteram-se ou nunca foram sérios e honestos. Hoje, mais do que nunca, é preciso uma nova sementeira. A política é uma selva cheia de oportunistas que só dão a cara, quando lhes convém, para assegurar a perpetuação da exploração, do engano e da mentira em nome da defesa dos pobres e dos oprimidos. Acusam sempre os outros, porque “nós é que somos bons”. Em nome do combate à exploração e à escravidão pelo grande capital, pelos monopólios e pelos latifundiários, transformaram-se eles próprios, em privilegiados do regime, intocados e intocáveis que mantêm o povo submisso, na miséria e na fome.



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Agora, já cá fazem falta os capitalistas?!


O governo anunciou, há já algum tempo, a criação de vistos gold, ou seja, autorizações de residência em Portugal que tragam ouro. O povo já se esqueceu das palavras de ordem espalhadas a sete ventos neste pobre país? “Abaixo o capitalismo”, “Fora com o patronato reacionário”, “Abaixo os monopólios”, “Fim ao imperialismo”, etc.

Os políticos que têm governado Portugal, desde 1974, regularam-se todos, uns mais do que outros, por cartilhas deste jaez. A classe política expulsou deste país os capitalistas que criavam emprego, que dinamizavam a economia, que pagavam a tempo e horas, que tinham amor à pátria e a defendiam com unhas e dentes. Destruíram o país e levaram-no à ruína, acabando com as grandes empresas e puseram o povo na miséria. Obrigaram os portugueses a emigrar, escorraçaram-nos e agora abrem a portas aos grandes capitalistas estrangeiros, sem saber quem são, a desconhecidos, de quem não se conhece a origem da fortuna, a quem estendem a passadeira vermelha desde que tragam notas, muitas notas, com promessas de criarem uns empregozitos a quem vendem o país ao desbarato, a quem vendem as nossas casas, as nossas fábricas, os nossos terrenos, o nosso ar, o nosso sol, as nossas estrelas e os nossos sonhos, enquanto os filhos deste país, os que cá nasceram, os que cá cresceram, os que cá estudaram e os que cá criaram raízes foram obrigados a sair, a fugir e a partir como proscritos, para procurar trabalho no vazio, no desconhecido, na incerteza e no perigo, a viver longe do berço, da família e dos amigos. Agora já cá fazem falta os capitalistas?! Os nossos eram maus, mas os desconhecidos, não. Esses são bons!

Onde estão as grandes empresas que criavam riqueza em Portugal há quarenta anos? Onde estão aquelas empresas que davam trabalho a milhares de operários que enchiam os comboios da região de Lisboa e do Porto e de todo o litoral português, das grandes indústrias da construção naval, da indústria vidreira, da metalomecânica, do vestuário, do calçado, dos transportes em geral e do sector automóvel? Onde estão as indústrias do famoso Vale do Ave, de Braga, de Guimarães, de Viana do Castelo? Onde estão as empresas da região de Coimbra até ao Porto? Onde estão as empresas da região de Leiria, da Marinha Grande e de todo o Oeste? Onde estão as centenas de pequenas empresas que existiam um pouco por todo o país, nas pequenas vilas e aldeias e que davam trabalho a milhares de pessoas, que tinham emprego ao pé da porta?
Onde estão os responsáveis pela destruição de vidas, de sonhos e do futuro deste país?