quinta-feira, 2 de junho de 2011

O cúmulo da vergonha!

Sinto uma enorme vergonha, um grande nojo e forte repulsa pela nulidade de carácter, total incompetência e baixeza moral deste cidadão que tem ocupado o lugar de primeiro ministro do país em que vivemos e que se recandidatou novamente depois de ter garantido que nunca governaria com o FMI e que o país não precisava de ajuda externa. Tem ocupado o lugar, mas desde que lá está só se tem governado a si próprio e aos seus correlegionários, destruindo o país, a sua economia, o seu futuro e a vida das gerações futuras. Se a velha expressão popular afirma que “os políticos são todos uns aldrabões e uns vigaristas”, esta parece assentar que nem uma luva a este sósia de vilão sem escrúpulos que se apresenta como o salvador da pátria, o sábio, o bonzinho, o protector dos pobres e dos desgraçados mas que, com a sua atroz incompetência, não faz senão o contrário: destruir, aniquilar e arruinar. Depois apresenta-se como uma vítima inocente, de quem estava a fazer tudo o que sabe para o bem do país e a dar o seu melhor, acusando “aqueles grandes malandros”, aquela “oposição irresponsável”, aqueles “radicalistas ideológicos” de não o deixaram governar: “Cuidado! Eles querem apoderar-se do poder para destruir a escola pública, o serviço nacional de saúde e mudam de programa de cada vez que muda o vento!” Quem é que pode fazer tudo o que sabe se não sabe fazer nada? Que é que pode criticar os programas dos outros se o seu é uma pura falácia e uma simples promessa de campanha eleitoral?
Estamos perante os limites da loucura de quem não sabe o que diz nem nunca esteve à altura das funções que desempenhou. Parece perdido e desesperado com medo que lhe descubram o crime e a falsidade em que sempre viveu. A credibilidade é nula. Tanto faz afirmar como negar, prometer ou desejar, indicar caminhos ou dizer seja o que for: nada é credível, nada pode ser levado a sério. Parece uma marioneta ao serviço de poderes estranhos, ocultos e prejudiciais cuja arte não é senão enganar, manipular e trair. Os seus sequazes parecem hipnotizados por um poder estranho que ninguém compreende e que nos leva a questionar o seu grau de idoneidade, de inteligência e de bom senso. Ninguém reage? O país enlouqueceu? Estamos todos doidos?
A fraude e a mentira são totalmente visíveis e descaradas. Brilham em plena luz do sol em todos os gestos e acções. Basta ver os cartazes que dizem: “Defender Portugal” e “construir o futuro”. A gestão danosa que nos colocou na bancarrota é a prova mais inequívoca de que estes slogans são uma enorme trapaça. O que este governo tem feito até hoje não foi senão “Atacar Portugal” e “destruir o futuro”. Qual o futuro das crianças, dos jovens e dos desempregados num país de fome e de miséria? Qual o futuro de um país em que quarenta por cento das crianças vive na pobreza? Qual o futuro de um país em que a mortalidade supera a natalidade? Qual o futuro de uma país em que o desemprego não pára de subir de dia para dia?
A fraude e a mentira são completamente evidentes em mostrar apenas as aparências, em não aceitar críticas com o simples argumento de “não gostar”, como se uma crítica tivesse de ser um elogio. As atitudes: “não admito lições de moral” ou “os manifestantes não sabem o que é a democracia” só revelam uma enorme arrogância e um conceito muito limitado de democracia e de tolerância.
Portugal vive um momento de enorme vergonha devido à incompetência dos socialistas e, principalmente, do seu chefe. Atingimos o mais baixo nível de sempre, a nível político, social e económico. Os dirigentes desta ideologia política são a maior vergonha nacional de sempre. É tão grande a incompetência, a mentira e a falsidade, que ultrapassa toda a decência, da justiça e da legalidade.

domingo, 10 de abril de 2011

PS: 38 anos a ofender Portugal?

Depois do episódio do “Espelho meu, espelho meu…”, cenas ridículas e elucidativas que mostram bem a vaidade pessoal e doentia do primeiro-ministro e a relevância que põe na aparência em desfavor da competência, o que se poderia esperar de um congresso onde, supostamente se deveria falar para dentro do partido e discutir alguma ideia de jeito para resolver os problemas do país?
Esta enorme acção de propaganda, a que chamam congresso, do chamado partido socialista, com ares de Acção Nacional Popular de outros tempos, mais parece um festival da calúnia, da mentira e dos ataques gratuitos à oposição. Mas, ironicamente, todas as críticas à oposição assentam que nem uma luva a quem as faz.
Só eles falam verdade, mas todos os dias se ouvem vozes que chamam mentiroso ao primeiro-ministro. Se o grande chefe, o chefão todo-poderoso, é apelidado de mentiroso e todos os correligionários lhe fazem juramento de fidelidade, o que parece este congresso senão uma reunião magna da “Cosa nostra” cujo lema é defender o clã?
Qual ninho de víboras esfomeadas, procuram, irrequietas, uma presa ao seu alcance para lhe cravar o veneno. Chegam de todos os cantos do país para repetirem o mesmo discurso inquinado e maldizente, tendo por detrás um cenário estranho e mentiroso onde se lê: “PS: 38 anos a defender Portugal” quando a inscrição mais adequada aos discursos parece ser: “PS: 38 anos a ofender Portugal”, não só a ofender mas a explorar, a escravizar e a enganar o povo.
Chamam a esta feira de vaidades e de impropérios um congresso de um partido político? De um partido que está há quase duas décadas no poder? Um partido que se diz socialista? Não parece mais um clube da mentira onde, em despique, cada sócio se esforça por apresentar a maior mentira, a maior calúnia, a mais sonante e que arrebate o maior número de aplausos? Pensam que todas as mentiras somadas se transformam em verdade?
Dizem-se de esquerda? Eles sabem lá o que é isso? Ser de esquerda é fazer grandes campanhas de propaganda, mentir e enganar o povo para se agarrarem ao poder e depois não fazerem mais do que explorá-lo até aos ossos? Ser de esquerda é prometer progressismo, apoio “às famílias e às empresas” para depois fazerem precisamente o contrário e acusarem os outros? Ser de esquerda é prometer mais educação e ensino e depois fechar cada vez mais escolas, cortar em tudo o que apoio educativo, piorar planos curriculares dos alunos, aumentar a carga curricular dos professores, cortar nos salários, para depois atirar as culpas para cima dos outros? Ser de esquerda é prometer o “estado social” para depois cortar em abonos, nas pensões dos mais pobres e dos reformados enquanto os “boys” “comem à grande”, com vencimentos milionários e ocupam os melhores “tachos” sem fazerem nada para o bem do país? Dizem-se socialistas e de esquerda? Não parecem mais um bando de malfeitores que à custa da fraude e da mentira se apoderam do poder para se banquetearem?
Quem é que pode entender e aceitar este absurdo de um governo que está no poder há mais de seis anos e agora não faz mais do que acusar a oposição de pôr o país na miséria? Isto é uma grave ofensa à dignidade e à honra de todos os cidadãos deste país que não poderão ficar impávidos e serenos com tamanha desfaçatez, falta de senso e de respeito. Isto é inadmissível!
Não podemos permitir que esta situação se mantenha. O povo terá que abrir os olhos. Porquê toda esta mentira e esta calúnia? Porquê este “ódio” à oposição e ao FMI? Simplesmente, porque este primeiro-ministro está agarrado ao poder e quer continuar a apertar o cinto aos portugueses mantendo todas as mordomias para si e seus “acólitos”. O que vai na cabeça dele é apenas isto: “para impor sacrifícios ao povo, estou cá eu, não é preciso o FMI”. Descaradamente o que toda a máquina socialista pretende dizer ao povo é: “a oposição chamou o FMI, mas para chupar o povo até aos ossos estamos cá nós, o PS”, ou “o PS tem a solução para a crise: basta pôr o povo a passar cada vez mais fome”.
Se o FMI vier acabou-se a festa para toda esta classe de parasitas. Esperemos bem que assim seja.
Isto não foi congresso nenhum. Foi uma reunião inútil e prejudicial ao país. A “pesada herança” de ruína e de miséria deste governo supera em muito qualquer outra que tenha, eventualmente, existido no passado. Mesmo que o povo os obrigasse a viver a pão e água, ainda seria demasiada benevolência face aos males que nos têm infligido ao longo destes últimos anos. O povo exige uma Revolução, a sério.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Última hora: José Sócrates em Tribunal

“Face Oculta”, “Freeport”…
Face aos novos desenvolvimentos do caso “Face Oculta” o procurador responsável pelo processo afirmou que José Sócrates poderá ser chamado a Tribunal, acusado do crime de atentado contra o Estado de Direito, na sequência das escutas em que foi interceptado em conversas com várias pessoas ligadas aos negócios do sucateiro de Ovar, da Taguspark, com responsáveis de topo de uma empresa de telecomunicações e com o vice-presidente de um banco. A ordem de destruição das escutas não foi cumprida por ter por base uma decisão meramente política e não jurídica, já que a sua destruição poria em causa o desenrolar de todos os outros processos e o seu esclarecimento total, disse.
Este profissional dos meios judiciais acentuou que a Justiça tem vindo a ser descredibilizada, há vários anos, aos olhos dos portugueses, criando a ideia de que age na base de um claro favorecimento da classe política, nomeadamente, de quem exerce as funções de primeiro-ministro. Ora, sublinhou o procurador, ninguém está acima da lei e vivemos num Estado de Direito Democrático que pugna pela igualdade, liberdade e responsabilidade. Não é pelo facto de termos um primeiro-ministro demissionário que o processo avança, agora, mais célere e isso não significa também que o exercício de cargos políticos funcione como imunidade ou obstáculo à acção da Justiça e, ainda, que esta não pode ter dois pesos e duas medidas tratando de forma desigual governantes e governados. Sendo Portugal um país que faz parte da Comunidade Europeia, não faz sentido que os políticos de primeira linha não sejam chamados à Justiça quando, alegadamente, cometem crimes como acontece em França ou em Itália, por exemplo.
Por outro lado os procuradores que investigam o caso Freeport afirmaram que vão levar o processo até ao fim, doa a quem doer, de forma clara e transparente, dando a conhecer o destino dos largos milhares ou milhões de euros que, alegadamente, terão sido pagos para que a obra fosse autorizada naquele espaço, junto ao rio Tejo, imediatamente antes das eleições e com a aprovação dos limites da ZPE de forma, estranhamente, apressada. Os mesmos responsáveis estão agora na disposição de apresentar as tais vinte e sete perguntas a José Sócrates para que tudo seja esclarecido cabalmente. Não o tendo afirmado explicitamente, deram a entender que o caso poderá trazer grandes surpresas por estarem envolvidas outras grandes figuras da política que têm travado o processo.
Abordado sobre estas notícias que poderão trazer muitos dissabores ao ainda primeiro-ministro, José Sócrates limitou-se a dizer que já está habituado a que certos órgãos de comunicação social aproveitem a época de eleições para mais uma “ caça ao homem” e desencadearem mais uma campanha negra contra a sua pessoa cheia de ódios e de todo o tipo de ataques e perseguições pessoais, mas que isso não perturba a serenidade e determinação que sempre teve.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Golfe dos pobrezinhos

IVA a 6%
Não haja dúvida nenhuma de que esta medida de reduzir o IVA de 23 para 6% é justíssima. Quem frequenta os campos de golfe deste "jardim à beira mar plantado" são os trabalhadores que auferem o salário mínimo nacional, os reformados portugueses a quem foram congeladas as pensões de miséria, toda a "Geração à rasca" que trabalha a recibos verdes, etc., etc.
Por outro lado, quem nem sequer tem dinheiro para comer, nem irá precisar de comprar garrafas de gás quase ao dobro do preço de Espanha e com o IVA a 23% vendidas por uma empresa portuguesa que obtém, todos os anos, milhões de euros de lucro e onde os administradores auferem escandalosos  e milionários vencimentos. Chama-se a isto Justiça Social, um verdadeiro Estado Social.

Carta aberta ao senhor primeiro ministro

Senhor primeiro-ministro,
Dizia o nosso maior poeta que “um fraco rei faz a fraca a forte gente”. Tinha e tem toda a razão. Esta tão badalada crise que o senhor ignorou, negou e desvalorizou inúmeras vezes é o reflexo de opções políticas erradas, de facilitismo e de incompetência. Na minha opinião, V. Exa. é o maior responsável pela situação difícil em que nos encontramos e não vale a pena atirar as culpas para cima dos outros. A dívida soberana é o resultado de uma incompetência soberana.
Têm-nos chegado por estes dias imagens dramáticas do tsunami que devastou algumas zonas costeiras do Japão. O seu governo é um enorme terramoto, desde que entrou em funções, cujo tsunami tem destruído o país, talvez de forma imperceptível para alguns, mas que salta, agora, à vista de todos e se prolongará por muito mais tempo do que o que nos chega em imagens televisivas com a agravante de não ficar apenas pela periferia mas se entranhar por todo o lado devastando não só as vidas presentes mas também a dos que estão para nascer. A necessidade compulsiva de pedir dinheiro emprestado, quase diariamente, que eufemísticamente, lhe chamam agora “vender dívida”, é o diagnóstico mais grave do país quase em estado de coma, ligado às “máquinas” e aos “tubos de soro” dos mercados e dos países que vão injectando (emprestando) dinheiro para evitar a declaração de óbito. Economicamente perdemos a independência nacional, não existimos como nação. Fomos vendidos.
Com que cara nos vem pedir sacrifícios e austeridade quando ainda há tão pouco tempo prometia com toda a convicção, nas legislativas de 2009, no meio de risos e aplausos em ambiente festivo, “PS – Avançar Portugal”, “PS – Força e confiança”, “PS Determinação – Avançar Portugal” Já se esqueceu de todas estas promessas: Progressismo? Felicidade? Bem-estar? Benefícios, apoios, abonos? Estado social? Onde estão todas essas benesses?
Basta! O senhor primeiro-ministro não tem condições para continuar. Demita-se! Obviamente! O povo tem o direito e o dever de exigir todas as responsabilidades a V. Exa. Não fuja às responsabilidades e não fuja do país. O povo exige também que sejam esclarecidos todos os “casos” a que o seu nome está ligado: “Freeport”; “Face Oculta”, etc. Se todos os operadores da Justiça são competentes e cumprem legalmente as suas funções, houve quem tivesse lançado alertas de que V. Exa. poderia ter praticado actos de corrupção no caso “Freeport” e “um atentado contra o Estado de Direito” no caso “Face Oculta”. Se se confirmar que V. Exa. praticou corrupção como é que um primeiro-ministro, nesta situação, poderá ter capacidade de tirar o país desta enorme crise, honestamente? Não será esta enorme crise um enorme prolongamento das ilegalidades que terão vindo já desde o início? Poderá um determinado cidadão ser, alegadamente, corrupto do ponto de vista pessoal e irrepreensivelmente honesto como primeiro-ministro?
Assistimos, neste últimos anos, a uma autêntica gestão danosa e criminosa dos destinos deste país. O povo exige responsabilidades. As sucessivas medidas de austeridade são um roubo institucionalizado ao povo trabalhador e uma asfixia do país cada vez mais fraco. Estes sucessivos PECs mais parecem uma autêntica vigarice oficializada, um grave atentado contra a Justiça Social em Pacotes de Endividamento Contínuo, num País em Estado de Coma. Só a máquina partidária do PS que está instalada em todo o aparelho de Estado não sente a crise, não sofre sacrifícios e não sente a destruição do país, negando os discursos da desgraça e do país à rasca. Parece que as benesses foram só para alguns.
Enquanto o senhor primeiro-ministro não se demite ou ninguém o faz por si, não faça nada, não saia de casa e fique quietinho porque cada passo que dá é mais um passo para o empobrecimento do país já que só em Outubro de 2010, segundo a revista “Sábado”, as despesas do seu Gabinete foram superiores a onze mil euros. Bem vistas as coisas, se V. Exa. for considerado prejudicial ao país, “persona non grata” o senhor não terá feito mais nada do que comer, beber e passear, faustosamente, à custa do povo.
É importante reduzir o défice, mas a crise soberana não se resolverá enquanto não for respeitada a dignidade humana. Nada é mais importante num país do que as pessoas. Se num campo de milho, mais de metade das plantas morrerem, o agricultor não poderá sobreviver. Valemos mais do que o milho. Mas enquanto houver mais abortos do que nascimentos nas maternidades, o país não terá futuro e a crise continuará. Defende-se hoje mais uma ave de rapina ou uma planta em vias de extinção do que o próprio homem neste país governado por V. Exa. Há regiões despovoadas onde uma criança é uma raridade. O futuro está hipotecado.
V. Exa. desculpa-se com a crise internacional. Mas quem é que decidiu investir em obras megalómanas descontroladamente? Não é preciso ser sábio, basta um pouco de bom senso para reprovar toda esta política assassina que conduziu Portugal à ruína. Qualquer cidadão de bom senso sabe que não pode gastar mais do que o que ganha. O povo diz que “não se pode dar o passo maior do que a perna”.
Apesar de vivermos no séc. XXI, rodeados de grande evolução científica e tecnológica que nos permitiria viver com todas as facilidades e sem preocupações o que o governo de V. Exa. e toda a política socialista nos oferecem é precisamente o contrário: crise, desemprego, dificuldades, privações, cortes de toda a ordem, aumentos insuportáveis do custo de vida e dos bens de primeira necessidade, geração rasca, geração à rasca, geração “casinha dos pais”, geração adiada, geração sem remuneração, etc.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A tirania socialista

Há alguns anos, a luta política centrava-se no ataque a todas as formas da chamada exploração capitalista do patronato reaccionário, dos detentores dos monopólios, dos grandes grupos económicos e dos latifundiários que, sem respeito pelo povo e pelo operariado indefeso lhes sugava o fruto do seu trabalho. Hoje, é urgente unir as forças que nos restam para lutar contra a exploração socialista que engana o povo com mentiras, com promessas de bem-estar e que pôs o país a saque e em estado de sítio condenando os pobres, os remediados, os desempregados e os assalariados à fome e à miséria. Os monopólios e os grandes grupos económicos continuam, os lobbies, e quem dera, hoje, a muitos desempregados terem um patronato reaccionário que lhes desse emprego, lhes pagasse a tempo e horas e não lhes cortasse no salário.
Num cenário de recessão e de naufrágio da economia nada escapa à ganância fiscal deste governo que prometeu benefícios, apoios, empregos, desenvolvimento e um dourado estado social mas que, agora, corta em tudo, cada vez mais e mais, retira apoios, aplica taxas, aumenta impostos, desfaz compromissos, gerando desconfiança, insegurança e anarquia numa espiral de aumento de preços do pão, saúde e habitação e, em geral, de todos os bens de primeira necessidade.
Até os recém-nascidos não escapam a esta catástrofe. Qualquer criança que nasce, aquelas que escaparam ao édito mortífero do aborto, já vem endividada de dentro da barriga da mãe. Nascem já condenadas pelo pecado fiscal original. Que absurdo! Ao que isto chegou! Até estes inocentes, logo que abrem os olhos e entoam o primeiro choro, têm que correr para as Finanças a pedir o cartão de contribuinte, caso contrário não terão direito a uma fralda, a biberão ou uma papa. Este totalitarismo fiscal é uma autêntica tirania, uma perseguição fiscal intolerável e um enorme abuso de poder. Este controle total da vida privada sobre inocentes recém nascidos que não tiveram culpa nenhuma das dívidas contraídas por quem (des)governou antes de nascerem é inadmissível e configura uma verdadeira forma fascista autoritária de política fiscal e económica.
Enquanto isso, é escandaloso que os grandes casos de corrupção, que mancham a honra de quem manda, não sejam igualmente controlados, esclarecidos e resolvidos de forma pública e transparente.
Não há dinheiro para tratar as mães inférteis que queiram ter filhos nem para subsídios à maternidade e abono de família que também sofreram cortes austeros, mas continua a haver dinheiro para abortos às centenas, todos os anos.
O desespero deste governo é tal que, tudo o que mexe tem que pagar imposto para baixar o défice, resolver o endividamento excessivo e todos os desmandos de uma política fraudulenta, incompetente e criminosa.
Não podemos tolerar mais este estado de coisas. É urgente uma revolução a sério, com gente capaz, séria e competente.

Os cenários de recessão, de pobreza e de desemprego que já se sentem e se aproximam a passos largos contrastam fortemente com as encenações festivas e heróicas do governo que, em luminosas acções de propaganda, jura solenemente que “não haverá aumento de impostos”, nem “medidas de austeridade”, nem “despedimentos”, o que demonstra a enorme falta de realismo e seriedade de quem nos governa.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A passagem dos criminosos

De vez em quando vemos e ouvimos certas pessoas muito incomodadas e preocupadas, a protestar e a reclamar contra a passagem de uns quantos alegados criminosos, pelos ares de Portugal a caminho dos Estados Unidos. Já parece uma obsessão. Depois calam-se, esquecem-se como se nada de grave tivesse acontecido e como se deixassem de existir. É claro que ninguém gosta de ver criminosos ao pé da porta. Mas que mal tem, quando nem sequer fomos ameaçados ou prejudicados por tais criaturas? Questão de princípio, de justiça ou de soberania nacional – dirão. Dos milhares de aviões que todos os dias atravessam o nosso espaço, quem imagina quantos criminosos seguem a bordo sem que ninguém se preocupe com isso?
Em vez de se preocuparem com criminosos, em voos secretos que ninguém viu, não seria preferível essas pessoas preocuparem-se com os criminosos que vemos todos os dias, nos entram em casa, nos roubam, nos tiram a dignidade e nos ofendem nos nossos mais elementares direitos?
Ninguém fala, não oiço nem vejo essas mesmas pessoas incomodadas, a protestar contra os criminosos que são directamente responsáveis por esta crise, esta dívida soberana e esta desgovernação em que estamos metidos.
Ninguém protesta contra os criminosos que nos roubam parte dos salários que ganhamos honestamente.
Ninguém se incomoda com os criminosos que nos prometeram igualdade, milhares de empregos e progressismo mas só criaram desigualdade, desemprego e miséria. A maioria da população sobrevive com salários mínimos ridículos comparados com a maior parte dos países da Europa. Como é possível fazer face ao custo de vida cada vez mais difícil com os combustíveis a um preço insuportável enquanto esses criminosos, com fabulosos vencimentos e todo o tipo de mordomias ficam imunes aos sacrifícios que impõem aos outros.
Ninguém fala contra os criminosos que prometeram saúde tendencialmente gratuita, o Serviço Nacional de Saúde, mas nos sobrecarregam com taxas cada vez mais pesadas e custos sempre mais elevados em todo o tipo de serviços de saúde.
Ninguém protesta contra os criminosos que se intitulam paladinos do chamado “Estado Social” mas nos cortam, até, no abono de família que já vêm do tempo do Salazar, do tempo do fascismo. Afinal, quem é mais criminoso e mais fascista?
Ninguém se incomoda com os criminosos que nos têm mentido e enganado, dizendo que a crise não iria chegar, que a nossa economia iria resistir, depois, que já tinha passado e que já havia sinais de recuperação, que não iria haver aumento de impostos e que não seriam necessárias medidas de austeridade e agora nos impuseram pesados sacrifícios em nome do bem comum e para vencer a crise, enquanto eles arranjam formas de escapar a esta rigorosa austeridade.
Ninguém se incomoda com os criminosos cujo nome está incluído em inúmeros processos judiciais que nunca foram verdadeiramente esclarecidos, porque permitem que a Justiça esteja fortemente politizada em vez de ser independente, célere e imparcial.
Ninguém se incomoda com os criminosos que têm feito uma autêntica gestão danosa do património público vendendo imóveis indubitavelmente necessários ao funcionamento das instituições e de todos os serviços públicos que asseguram o funcionamento da vida democrática, ficando depois a pagar rendas exorbitantes às entidades privadas que os adquiriram. Qual é o cidadão, minimamente sensato, que vende a sua casa para saldar as dívidas ficando depois a pagar uma renda astronómica e incomportável para as suas possibilidades?
Ninguém se incomoda com os criminosos que degradaram os valores do humanismo e da moral com a aprovação de leis iníquas que são autênticos atentados contra a dignidade e os direitos da humanidade.
Ninguém se incomoda com os criminosos que hipotecaram as gerações futuras com dívidas cada vez mais elevadas, com desemprego, com desigualdade, com injustiça, com corrupção e todo o tipo de calamidades.
Os tais voos secretos que transportaram os alegados criminosos terão deixado apenas um rasto de CO2 na atmosfera enquanto estes outros criminosos deixaram um rasto de destruição e de morte que perdurará por muitas gerações. Mas deles ninguém fala.